25 junho 2005

Parada Francesa defende direito da Familia GLTTB

24/06/2005 - 17h32 (publicado no UOL on line)
Parada do orgulho gay na França defenderá o direito de formar uma família

Por Laurence Boutreux PARIS, 24 jun (AFP) - A "Parada do orgulho lésbico, gay, bi e transexual" da França, que antes se chamava simplesmente "Orgulho Gay", será celebrada neste sábado, em Paris, em torno do tema "Casais e Parentes: Igualdade Agora".
No ano passado, o enorme desfile reivindicatório reuniu meio milhão de pessoas, segundo a polícia, e 700.000, segundo os organizadores.
"Fato inédito em marcha que, com freqüência, se apresenta como exuberante, durante o percurso faremos três minutos de silêncio em solidariedade com as pessoas soropositivas ou doentes de Aids", anunciou Alain Piriou, porta-voz da Inter-LGBT, que organiza o desfile que vai de Montparnasse à Bastilha.
"Agora que os números mostram uma retomada dramática das contaminações, particularmente entre a população homossexual masculina, estes três minutos mostrarão que todos e todas se sentem responsáveis ou devem voltar a ser", insistiu a Inter-LGBT.
Além do aspecto festivo, com carros de som e balões, a federação de 65 associações quer, sobretudo, fazer ouvir suas reivindicações.
A organização exige uma reforma do pacto civil de solidariedade (Pacs), com a finalidade de suprimir as diferenças que considera "injustificáveis entre pessoas casadas e aquelas que vivem sob o Pacs (direitos ligados à vida diária do casal, direito à moradia, direito vinculado ao falecimento do parceiro, etc.
A entidade pede que o código civil seja reformado para que as pessoas do mesmo sexo possam contrair matrimônio e que todos os casais, casados ou não, possam adotar crianças.
Vincent, que vive com um homem, desfilará com um de seus filhos.
"Na Associação de Pais e Futuros Pais Gays e Lésbicos (APGL), conheci uma mulher que vivia com outra mulher. Desenvolvemos um projeto de co-paternidade", contou este parisiense de 43 anos, diretor de compras de uma grande empresa.
"Depois de um ano, nos apresentamos a um ginecologista e lhe dissemos que tínhamos problemas de fertilidade", continuou. "Recorremos à inseminação artificial, aberta aos casais estáveis. Nunca vivemos juntos, mas temos organizada uma divisão do tempo com o menino", acrescentou.
Vincent também cria uma menina adotada de 4 anos.
"Tentei com a mãe do meu filho ter um segundo filho, mas não conseguimos", disse. "Como não queria ter um filho único, fiz os trâmites para adotar e depois de nove meses, tive a autorização", acrescentou.
"Disse que estava solteiro, mas não contei histórias de pretender ter uma namorada... O Estado faz uma investigação sobre a minha capacidade para educar um filho, não me pergunta o que faço na cama", insistiu.
Contudo, Vincent afirmou: "Não se deve por no expediente que se é homossexual. Nenhum país estrangeiro aceitará confiar um de seus cidadãos a um homossexual que, com muita freqüência, ainda é associado a um pedófilo".
Já as mulheres francesas que se amam e que querem procriar costumam ir para o exterior.
Na França, a procriação assistida é reservada aos casais formados por um homem e uma mulher.
Juntas há 18 anos, Wanda Marin e Valérie Perrin desfilarão neste sábado com o filho de 16 meses. Valérie engravidou na Bélgica, por inseminação artificial, com o sêmen de um doador desconhecido. Agora é Wanda (co-presidente da APGL) quem está grávida pelo mesmo método.
Segundo números da APGL, "na França, estima-se em mais de cem mil as famílias homoparentais e em mais de 200.000 os filhos que crescem em lares onde pelo menos um dos pais é homossexual".



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2 Comments:

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