31 outubro 2005

GPH na Revista da Folha

vejam o artigo que destaca o trabalho do GPH - Grupo de Pais de Homossexuais publicado na Revista da Folha de ontem:
 
Mamãe, eu sou gay!

[por Vange Leonel]

A novela "América" chega ao final nesta semana e deve reservar um desfecho feliz para o personagem Júnior. Ao longo da trama, o rapaz esteve em dúvida sobre sua orientação sexual até se apaixonar pelo peão Zeca e ter certeza da homossexualidade.

Durante toda a novela, Júnior sofreu pressões da mãe, dona Neuta, para se tornar o modelo de filho que ela tinha em mente: domador de cavalos, admi-nistrador da fazenda e rodeado de namoradas. Mas Júnior queria ser estilista, sabia que sua força residia em sua sensibilidade artística e, tentando esconder esse anseio da mãe, acabou escondendo dela (e de si mesmo) sua homossexualidade. Com medo da reação materna, tentou adiar o inadiável e colocou um peso enorme sobre os próprios ombros.

Muitos homossexuais buscam assistência nessa fase em que assumem sua orientação sexual. Grupos de ajuda mútua, apoio dos amigos e familiares e auxílio psicológico (não para "reverter" a homossexualidade, mas para capacitar o combate ao preconceito e reforçar a auto-estima) são sempre bem-vindos. O que poucos sabem, porém, é que pais e mães de homossexuais fariam bom uso de ajudas assim, até para facilitar a vida dos filhos e não se tornar mais um fator de opressão.

Há seis anos, Edith Lopes Modesto descobriu que o filho caçula era gay e, sentindo falta de conversar com outros pais na mesma situação, resolveu criar o GPH (Grupo de Pais Homossexuais). O grupo, que só aceita pais e mães de homossexuais, promove apoio mútuo e pode ser contatado pelo e-mail: maes-de-homos@grupos.com.br

 

 


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