17 Junho 2005
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Como falar de sexualidade com seu filho?
| Como falar de sexualidade com seu filho? |
publicado em http://www.angelajackson.net/psicologia.asp
A falta de informação, ou a dificuldade de como transmiti-la na maioria dos casos, guarda relação com a própria forma em que os pais se enfrentaram ao tema da sexualidade como filhos. Nas famílias onde o tema da sexualidade foi um tabu ou trabalhado de maneira indireta, não entregou aos hoje pais uma experiência onde se apegar, uma referencia de conduta, uma pauta ou um roteiro mais ou menos conhecido a seguir.
A sexualidade, como parte constitutiva de todos, está e estará presente em suas varias formas e representações nas mais diferentes áreas da experiência e existência humana, tais como, corporal, emocional, social, religiosa, moral, ética e nas relações que os filhos estabelecem com os pais, irmãos e outros membros da família e da sociedade em geral. A sexualidade humana é ampla e abarca muito mais que o genital ou biológico.
Ser pais, também é assumir que após a concepção, nossos filhos estão fadados ao crescimento, a curiosidade e a descobrirem o mundo e a sociedade em que vivem, nossa função frente a este processo é acompanhá-los, buscando e entregando as informações numa linguagem que a criança possa compreender, de acordo a sua idade e também de acordo ao seu grau de curiosidade.
Educar é instruir, é assumir os filhos por inteiro, completos, e a curiosidade sobre o tema da sexualidade são sadios e esperados, faz parte da expansão do mundo da criança, a necessidade de saber da criança é parte de seu desenvolvimento normal. Ao enfrentarmos o tema de modo natural, mesmo que isto implique dizer a criança que como pai este tema não é fácil, mais que vai fazer o melhor para responder a pergunta, se mantém os canais de comunicação abertos e desmistifica o tema da sexualidade como um tabu dentro da casa.
Os pais podem trabalhar os temas partindo da própria curiosidade e interesse da criança. A chegada do irmãozinho, primos ou novos amiguinhos atraem a atenção deles e geralmente se convertem em perguntas, assim como, o nascimento de um animal de estimação ou a visita ao zoológico ou em programas de televisão. Ao responder as perguntas se abrem a porta ao dialogo e a criança se tranqüiliza, o que vai permitir dialogar sobre outros temas relacionados à sexualidade e a prevenção, permitindo no futuro a criança poder entender a diferença entre um carinho apropriado e um não apropriado, seja de um desconhecido ou não, a demais de poder se defender e informar aos pais sobre a situação. A porta aberta permite a fluidez da informação para ambos os lados, o que é fundamental para a família nos dias atuais.
Paulo Bonança, Psicologo CRP 05- 30190
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales - Chile
Autor da Tese A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família.
paulopsi2000@yahoo.com.br
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YES, nós temos família!
Yes, nós temos família!
Como constituímos uma família fora dos padrões convencionais?
escrito por Fabio filho no site http://www.angelajackson.net/ponto03.asp
Antes de começar este arquivo, tentarei fazer uma breve resenha sobre o termo família. Para me manter neutro usarei apenas o ponto de vista antropológico, tentando não cair em crenças e opiniões pessoais. O conceito comumente aceito transcende o de parentesco (casal e filhos). Deduz-se daí (e não precisa ser nenhum estudioso no assunto) que noções de família e parentesco não são as mesmas em todas as sociedades. Divergem profundamente, por exemplo, os conceitos de paternidade e maternidade dos indígenas e os da sociedade atual.
Família e parentesco constituem conjuntos de relações sociais mais que biológicas. De um modo geral, definimos família como um grupo social que tem residência comum, que coopera economicamente entre si, e que se reproduz. Pesquisando sobre o tema, em todas as fontes observadas, família ainda se traduz como homem, mulher e filhos. Então como definir os casais do mesmo sexo, que mantêm uma relação estável há anos? E aqueles que se afastaram de suas famílias biológicas por intolerância de seus pais, estão fardados a se sentirem sós no mundo? Nós sabemos que não!
Se sua família aceita você e seu parceiro no convívio social, ótimo, mas sabemos que na verdade ainda é pequeno o número de situações como essa, e disso provem esta nova família que ainda (infelizmente) não se encontra definida nos livros de sociologia. Se não está entendendo onde estou querendo chegar vamos pegar novamente a definição de família citada acima: grupo social que tem residência comum, que coopera economicamente entre si, e que se reproduz. Tirando a parte da reprodução automaticamente qualquer pessoa que viva com você, que coopera economicamente e que está incluído no seu grupo social será sua família. Com isso temos um número imenso de famílias que acabaram de se constituir. Primeiramente aquele amigo com quem você dividiu a primeira kitnet, e depois aquele grupo de amigos que dividiram um ap com mais quartos. Se não estou ficando louco isso para mim é uma família, só faltando a proliferação da espécie.
Famílias são as pessoas das quais gostamos, que nos importamos e que se importam conosco, sem se importarem com quem gostamos de nos relacionar, que aceitam nossas opiniões e reconhecem nossas luta para um mundo sem preconceito. Família não precisa de definição em livros de sociologia. Cada um tem a sua, cada um escolhe quem faz parte dela ou não. A própria justiça já deu um grande passo para este reconhecimento (apesar das partes envolvidas terem que enfrentar a já tão conhecida burocracia brasileira) reconhecendo o direito de pensão a parceiros de contribuintes homossexuais. Grandes empresas também já reconhecem esta união no que se diz respeito a benefícios empresariais e o governo brasileiro parece está no caminho certo. Nos resta observar e não deixar que passos tão importantes sejam esquecidos. Saber quem nós somos é imprescindível na luta contra a homofobia, o preconceito e a intolerância.
Fábio Filho
fnsil@terra.com.br
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15 Junho 2005
FAMILIAS GLTTB
As Familias GLTTB (Gays, Lesbicas, Transexuais, Travestis e Bissexuais) já são uma realidade, dois homens ou duas mulheres que vivem juntos, dividem alegrias e dificuldades e, muitas vezes, criam filhos em comum, são vistos a todo momento.
O que a maioria das pessoas desconhecem é que estas familias muitas vezes estão isoladas, isoladas pelo preconceito da sociedade. E o que é mais dramático, estas famílias, isoladas pela sociedade, que mereceriam estar amparadas e protegidas pelas Leis de nosso Brasil justamente por estarem isoladas, tem a maioria de seus direitos familiares negados.
Os casais formados por dois homens ou duas mulheres não podem comprar um imovel como uma família, não podem ser sócios de um clube como uma família, não podem fazer parte de um plano de saude como uma família, não podem ter filhos e criá-los em conjunto com uma familia, não podem declarar imposto de renda como uma família, não podem receber nem pensão, nem herança, nem nada de seus conjuges pois não são uma familia, perante a lei, perante o Estado Brasileiro.
Mas tem obrigação de pagar todos seus impostos, respeitar as leis de transito, servir ao exercito e entregar 40% de tudo que ganham para o governo que não lhes oferece um conjunto de leis minimas para garantir sua felicidade e sucesso.
É disso que este grupo quer falar, de nosso convivio, de nossas dificuldades, de nossos direitos.
Junte-se a nós nesta caminhada pela igualdade!






