17 Junho 2005

Nossos direitos, nem mais nem menos Posted by Hello

INOVA dá seus primeiros passos

A Associação de Familias GLTTB, INOVA, está dando seus primeiros passos, nossas primeiras reuniões tem sido plenas de entusiasmo e idéias, e levantamos m uitos projetos onde poderíamos atuar.
O primeiro projeto que iremos levar a cabo será o Seminário sobre HOMOAFETIVIDADE E HOMOPARENTALIDADE, organizado em parceria com o Grupo CORSA, e que será realizado no próximo dia 2 de julho, sábado.
Neste seminário teremos o depoimento de vários estudiosos sobre o assunto, psicologos, antorpologos e pesquisadores, além da participação de várias familias GLTTB que contarão suas estórias de vida, suas lutas e alegrias.
O seminário também será coordenado pela educadora e escritora Edith Modesto, coordenadora do Grupo de Pais e Mães de Homossexuais que trará vários deles para depor.
Você tem interesse em participar? deixe uma mensagem ou entre em contato com inovaglttb@yahoo.com.br paa maiores informações.
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e nossos direitos como ficam? Posted by Hello


E as pessoas perfeitas, para voce, podem estar bem perto... Posted by Hello

Como falar de sexualidade com seu filho?

Como falar de sexualidade com seu filho?

publicado em http://www.angelajackson.net/psicologia.asp

Uma das dificuldades freqüentemente relatadas pelos pais com respeito à educação e orientação de seus filhos esta relacionada com o tema da sexualidade. Que fazer frente às perguntas ou comportamentos dos filhos, o que dizer? O que não dizer? Como dizer? Isto é esperado ou normal para a idade do meu filho? Como conversar sobre o tema? Enfim, pais frente a muitas perguntas, muitas angustias e poucas ferramentas para enfrentar o tema.

A falta de informação, ou a dificuldade de como transmiti-la na maioria dos casos, guarda relação com a própria forma em que os pais se enfrentaram ao tema da sexualidade como filhos. Nas famílias onde o tema da sexualidade foi um tabu ou trabalhado de maneira indireta, não entregou aos hoje pais uma experiência onde se apegar, uma referencia de conduta, uma pauta ou um roteiro mais ou menos conhecido a seguir. 

A sexualidade, como parte constitutiva de todos, está e estará presente em suas varias formas e representações nas mais diferentes áreas da experiência e existência humana, tais como, corporal, emocional, social, religiosa, moral, ética e nas relações que os filhos estabelecem com os pais, irmãos e outros membros da família e da sociedade em geral. A sexualidade humana é ampla e abarca muito mais que o genital ou biológico. 

Ser pais, também é assumir que após a concepção, nossos filhos estão fadados ao crescimento, a curiosidade e a descobrirem o mundo e a sociedade em que vivem, nossa função frente a este processo é acompanhá-los, buscando e entregando as informações numa linguagem que a criança possa compreender, de acordo a sua idade e também de acordo ao seu grau de curiosidade. 

Educar é instruir, é assumir os filhos por inteiro, completos, e a curiosidade sobre o tema da sexualidade são sadios e esperados, faz parte da expansão do mundo da criança, a necessidade de saber da criança é parte de seu desenvolvimento normal. Ao enfrentarmos o tema de modo natural, mesmo que isto implique dizer a criança que como pai este tema não é fácil, mais que vai fazer o melhor para responder a pergunta, se mantém os canais de comunicação abertos e desmistifica o tema da sexualidade como um tabu dentro da casa.

Os pais podem trabalhar os temas partindo da própria curiosidade e interesse da criança. A chegada do irmãozinho, primos ou novos amiguinhos atraem a atenção deles e geralmente se convertem em perguntas, assim como, o nascimento de um animal de estimação ou a visita ao zoológico ou em programas de televisão. Ao responder as perguntas se abrem a porta ao dialogo e a criança se tranqüiliza, o que vai permitir dialogar sobre outros temas relacionados à sexualidade e a prevenção, permitindo no futuro a criança poder entender a diferença entre um carinho apropriado e um não apropriado, seja de um desconhecido ou não, a demais de poder se defender e informar aos pais sobre a situação. A porta aberta permite a fluidez da informação para ambos os lados, o que é fundamental para a família nos dias atuais.


Paulo Bonança, Psicologo CRP 05- 30190
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales - Chile
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.
paulopsi2000@yahoo.com.br


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dois pais, duas maes, filhos... Posted by Hello

YES, nós temos família!

Yes, nós temos família!
Como constituímos uma família fora dos padrões convencionais?

escrito por Fabio filho no site http://www.angelajackson.net/ponto03.asp

Antes de começar este arquivo, tentarei fazer uma breve resenha sobre o termo família. Para me manter neutro usarei apenas o ponto de vista antropológico, tentando não cair em crenças e opiniões pessoais. O conceito comumente aceito transcende o de parentesco (casal e filhos). Deduz-se daí (e não precisa ser nenhum estudioso no assunto) que noções de família e parentesco não são as mesmas em todas as sociedades. Divergem profundamente, por exemplo, os conceitos de paternidade e maternidade dos indígenas e os da sociedade atual.

Família e parentesco constituem conjuntos de relações sociais mais que biológicas. De um modo geral, definimos família como um grupo social que tem residência comum, que coopera economicamente entre si, e que se reproduz. Pesquisando sobre o tema, em todas as fontes observadas, “família ainda se traduz como homem, mulher e filhos”. Então como definir os casais do mesmo sexo, que mantêm uma relação estável há anos? E aqueles que se afastaram de suas famílias biológicas por intolerância de seus pais, estão fardados a se sentirem sós no mundo? Nós sabemos que não!

Se sua família aceita você e seu parceiro no convívio social, ótimo, mas sabemos que na verdade ainda é pequeno o número de situações como essa, e disso provem esta nova família que ainda (infelizmente) não se encontra definida nos livros de sociologia. Se não está entendendo onde estou querendo chegar vamos pegar novamente a definição de família citada acima: “grupo social que tem residência comum, que coopera economicamente entre si, e que se reproduz”. Tirando a parte da reprodução automaticamente qualquer pessoa que viva com você, que coopera economicamente e que está incluído no seu grupo social será sua família. Com isso temos um número imenso de famílias que acabaram de se constituir. Primeiramente aquele amigo com quem você dividiu a primeira kitnet, e depois aquele grupo de amigos que dividiram um ap com mais quartos. Se não estou ficando louco isso para mim é uma família, só faltando a proliferação da espécie.

Não querendo entrar no tema casamento homossexual, o que dizer dos inúmeros casais do mesmo sexo que seguem uma união estável, com amigos próximos que participam do mesmo grupo social (gays ou não, pois não podemos esquecer que mesmo não sendo regra é crescente o número de pessoas heteras que apóiam a união entre pessoas do mesmo sexo e que não mais excluem o casal homo de seu convívio ou do convívio de sua família. Afinal não podemos esquecer que no início de definição de família aqui citado vem a expressão grupo social e, por mais que alguns dizem que não se importam, o reconhecimento da sociedade ainda é um fator pelo qual lutamos e levantamos bandeiras)? Tratando-se das lésbicas então a definição de família fica definitivamente completa, pois é inúmero o caso de mulheres que cuidam de seus filhos (legítimos, com o antigo parceiro, com um amigo, enfim...) acompanhadas de suas parceiras e não deixam nada a desejar no que se diz respeito à educação e princípios morais.

As Paradas do Orgulho Gay deste ano tem como tema família. Não sei como vão abordar o tema, mas sei que há muito tempo nós já temos a definição de família:
Famílias são as pessoas das quais gostamos, que nos importamos e que se importam conosco, sem se importarem com quem gostamos de nos relacionar, que aceitam nossas opiniões e reconhecem nossas luta para um mundo sem preconceito. Família não precisa de definição em livros de sociologia. Cada um tem a sua, cada um escolhe quem faz parte dela ou não. A própria justiça já deu um grande passo para este reconhecimento (apesar das partes envolvidas terem que enfrentar a já tão conhecida burocracia brasileira) reconhecendo o direito de pensão a parceiros de contribuintes homossexuais. Grandes empresas também já reconhecem esta união no que se diz respeito a benefícios empresariais e o governo brasileiro parece está no caminho certo. Nos resta observar e não deixar que passos tão importantes sejam esquecidos. Saber quem nós somos é imprescindível na luta contra a homofobia, o preconceito e a intolerância.


Fábio Filho
fnsil@terra.com.br



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15 Junho 2005

FAMILIAS GLTTB

As Familias GLTTB (Gays, Lesbicas, Transexuais, Travestis e Bissexuais) já são uma realidade, dois homens ou duas mulheres que vivem juntos, dividem alegrias e dificuldades e, muitas vezes, criam filhos em comum, são vistos a todo momento.
O que a maioria das pessoas desconhecem é que estas familias muitas vezes estão isoladas, isoladas pelo preconceito da sociedade. E o que é mais dramático, estas famílias, isoladas pela sociedade, que mereceriam estar amparadas e protegidas pelas Leis de nosso Brasil justamente por estarem isoladas, tem a maioria de seus direitos familiares negados.
Os casais formados por dois homens ou duas mulheres não podem comprar um imovel como uma família, não podem ser sócios de um clube como uma família, não podem fazer parte de um plano de saude como uma família, não podem ter filhos e criá-los em conjunto com uma familia, não podem declarar imposto de renda como uma família, não podem receber nem pensão, nem herança, nem nada de seus conjuges pois não são uma familia, perante a lei, perante o Estado Brasileiro.
Mas tem obrigação de pagar todos seus impostos, respeitar as leis de transito, servir ao exercito e entregar 40% de tudo que ganham para o governo que não lhes oferece um conjunto de leis minimas para garantir sua felicidade e sucesso.
É disso que este grupo quer falar, de nosso convivio, de nossas dificuldades, de nossos direitos.
Junte-se a nós nesta caminhada pela igualdade!