07 Julho 2005

Entrevista da Irina no Mix Brasil

Irina Bacci Presidente do INOVA fala sobre os novos modelos de famílias que vivem no Brasil
Por Erik Galdino
7/7/2005
Formada em fisioterapia e administração de sistemas de saúde, Irina Bacci, 34, sempre esteve ligada à militância nas áreas de saúde pública. Mas há cerca de 1 ano, Irina sentiu falta de suporte jurídico e psicológico para as famílias formadas por Gays, Lésbicas ou Travestis, e decidiu fundar o INOVA – Associação de Famílias GLTTB. Conheça o trabalho dessa mulher cheia de atitude.
Você é fisioterapeuta, em qual momento decidiu se voltar para militância?
Sempre fui militante na minha área, na área da saúde, principalmente em atendimento médico domiciliar, sou vice-presidente de uma ong nacional que trata destes assuntos, mas na militância GLTTB entrei no ano passado depois de participar da minha primeira parada e conhecer pessoas iguais a mim, com família, porém bastante carente e precisando de ajuda. Deste dia em diante coloquei na cabeça que de alguma forma eu ajudaria essas pessoas a terem suas famílias, sentirem orgulho e não se esconderem. Eu tenho uma família GLTTB e penso que o movimento luta há muito tempo por causas individuais, ou seja, por gays, por lésbicas, por transgenreos e por bissexuais, mas vi a carência de lutas e ações pelas famílias até então ditas homoafetivas e estamos tentando ampliar o conceito para Família GLTTB.
E assim nasceu a ong INOVA...A criação do INOVA é recente. Vimos que falar só das famílias homoafetivas não completava as pessoas trans e que formam famílias há muito tempo. A partir de então percebemos que o nosso objetivo não é reciclar conceitos, copiar modelos, até porque os modelos atuais estão em mutação, mas sim criar modelos em discussão com a comunidade gay e por isso o nome INOVA, porque pretendemos inovar o conceito de família e pretendemos mostrar que nenhuma família é igual.
Qual tipo de assessoria o INOVA presta a seus participantes?
O INOVA está em processo de formatação, mas posso afirmar que ele assessora as famílias GLTTB em todo o campo que ela estiver presente. Socialmente, afetivamente e até com orientações jurídicas, caso haja necessidade, porém a nossa luta é maior e queremos pressionar o Legislativo quanto à necessidade de políticas públicas para estas famílias.
Há um grande mito sobre a influência na criança quando os pais são gays ou lésbicas. Você ou alguém de seu grupo já passou por algo do tipo?
Sim. Cotidianamente, eu, minha companheira e muitos de nosso grupo passamos por isso. Porque desmistificar um fato é algo bastante difícil. Por isso temos que, urgentemente, conceituar as novas famílias, para diminuir este mito. A principio o que costumamos fazer é analogar o fato de que as maiorias de nós são filhos de héteros e nem por isso sofremos a influência de nossos pais, é ridículo sim, mas é pegar o preconceito de frente e trata-lo com a mesma ignorância que nos aflige, a partir daí fica mais fácil dialogar com a sociedade.
Este é o problema mais recorrente em famílias GLTTB?
Sim e muito. Porém é um problema falível, um problema solucionável e que se resolve à medida que nossos filhos tornam-se maiores e dialogam sobre o fato, por isso é imprescindível que nossos filhos convivam com iguais.No grupo devem existir famílias que adotaram crianças. Como foi o processo de adoção?Sim, existe e é engraçado perguntar isso porque estou escrevendo um artigo sobre o tema. Cada vez que sai uma decisão jurídica no Brasil ou um novo fato acontece na nossa sociedade que os completa, percebemos o quanto o nosso país ainda silencia seu povo, pois apesar de saber que os homossexuais sempre adotaram e sempre brigaram por este direito, na hora de mostrar a cara, o medo silencia essas pessoas. Elas se fecham em suas vidas e não há o que os faça falar. Então penso que a responsabilidade do INOVA é muito grande, pois nós é que damos falas as essas vozes caladas, silenciadas pelo medo da repressão, da perda do filho, da negativa da adoção, enfim, falamos por muitos que se calam por não ter o direito de escolher sua família e nem de mostrar sua família e no processo de adoção o medo também se mostra. A maioria não fala de sua orientação sexual, com medo de não conseguir seus filhos.
A maioria dessas famílias viviam em relacionamentos héteros?
Sim, a maioria no nosso grupo trouxeram seus filhos de relacionamentos héteros vividos anteriormente.
Pela sua experiência com famílias alternativas, há mais gays ou lésbicas vivendo em relações estáveis? Quantos deles procuram "legalizar" essas relações com algum tipo de contrato?
Há mais lésbicas, mas não porque só as mulheres querem ter filhos ou só porque as mulheres tem a coragem de assumir, mas principalmente porque é intrínseco na mulher a vontade de gerar, bem como a história nos mostra que os gays passaram a se preocupar com relacionamentos estáveis recentemente e, com isso, o desejo de ter filhos também é recente.
O seminário sobre "As Famílias do Século XXI" que ocorreu no último sábado, 2/7, reuniu em grande maioria famílias glttb e pessoas ligadas ao movimento, existe alguma estratégia para ampliar a visibilidade deste assunto?
Sim, existe uma grande vontade de tornar este seminário intinerante para que possamos dar maior visibilidade a este assunto, bem como as nossas necessidades e demandas, e assim juntamente com a comunidade glttb, construir este conceito de família.


Irina Bacci, Presidente da INOVA, que fez uma exposi��o sobre as defini��es de fam�lia Posted by Picasa


Klecius Borges, psicologo, especializado em terapia afirmativa Posted by Picasa


Sandra Lopes, do n�cleo de assuntos antidiscriminat�rios da OAB-SP Posted by Picasa

Quem participou do seminário?

Hoje terminamos de tabular as informações colhidas nas fichas de inscrição do seminário do ultimo dia 2 de julho. Vejam e analisem o perfil dos participantes:

A divisão por faixa etária foi a seguinte
9,4% entre 18 e 25 anos
37,7% entre 26 e 35 anos
35,8% entre 35 e 50 anos
16,9% acima de 50 anos (uma participante aliás declarou ter 80 anos!)

Quanto á pergunta se a pessoa estava envolvida num relacionamento estável, 49,5 % disseram que viviam uma relação estável e 41 % disseram que não viviam uma relação estável. 9,5% não responderam a questão.

Os tempos médios dos relacionamentos, dos 49,5% que declararam estar envolvidos num relacionamento estável, foram os seguintes:
15,3% estão num relacionamento há menos de 1 ano
3,7% entre 1 e 3 anos
50% das pessoas vivem uma relação estável com um tempo médio entre 4 e 8 anos.
3,7% declararam estar envolvidos num relacionamento num período entre 9 e 15 anos
19,3% estão vivendo uma relação há mais de 15 anos

E os motivos que trouxeram as pessoas para participar do Seminário?
62% dos participantes do seminário vieram por ter interesse no assunto
23% vieram por serem questões profissionais: pesquisadores, psicólogos, jornalistas
e 15% por terem contatos com os participantes ou organizadores,

Lembrando que estas tabulações foram feitas com base nas 53 fichas de inscrição preenchidas de um total de mais de 100 participantes, e que não havia uma identificação da orientação sexual das pessoas, uma vez que a questão de família é mais abrangente.

06 Julho 2005


exibicao do video EU AMO MUITO ELAS da PUCC campinas, sobre a historia da familia da fundador ad Grupo FAMILIAS ALTERNATIVAS, Maria Rita Lemos Posted by Picasa


exibicao do video sobre o movimento lesbico brasileiro e sobre maternidade lesbica Posted by Picasa


Fernando Teixeira, do NEPS e Jucely do Grupo de Casais Gays de Ribeirao Preto Posted by Picasa


Beto de Jesus falando sobre o juramento do Casal Homossexual Posted by Picasa

Seminário, diversas opiniões...

Recebemos várias mensagens falando sobre o Seminário do ultimo dia 2 de julho, veja algumas opiniões...

"PESSOAL, quem não foi ontem (2 de julho) à Biblioteca Mario de Andrade, em Sampa, não sabe o que perdeu. Foi um sucesso o Seminário Homoafetividade e Homoparentalidade, promovido pelo INOVA, em parceria com o grupo Corsa e GPH.
Foi tão bom que estourou o tempo, em cada uma das mesas....
... SUCESSO ABSOLUTO!
Parabéns, aos que trabalharam duro no Seminário, saiu tudo "comme il faût".... deixou, isto sim, um gostinho de "quero mais". Mais tempo, porque o que eu vi daria um Congresso, para uns dois ou três dias! E olhe que não vi tudo!
Pena perder a festa de aniversário do Corsa, que seria no final....
Beijos no coração de cada um.
M. R."

"...estou escrevendo para parabenizar o pessoal que organizou o seminário (e ajudar a fazer inveja em quem não foi! Hehehe). Não consegui ficar até o final, mas a parte que acompanhei (antes do almoço) foi impressionante: o bloco dos pais foi lindo (choramos eu e o G. ouvindo a Edith, maravilhosa), depois a palestra do Fernando Teixeira foi muito interessante (suscitou altas conversas com meu companheiro) e o Beto de Jesus, também muito gracinha, colocou algumas questões bem legais. Quero mais. Definitivamente...
Parabéns aos organizadores!
T."

"Pela primeira vez em anos de militância presenciei algo que realmente valeu a pena. Uma nova esperança nasceu. Depois de 5 anos de militância, pela primeira vez conversei com pais e mães de homossexuais de uma forma muito emocionante. Sai muito tocado dessas conversas.
Foi bom também para perceber que para um relacionamento se manter bom é preciso referencias, muita percepção, sensibilidade e atenção. Estou super feliz com esse seminário e ficou aquele gostinho de quero mais.
Super parabéns!!! Beijos a todos e a todas!!!
A. T."

".... pena eu ter perdido o inicio... mas acho que foi coisa de destino... ia chorar muito... cheguei no no finalzinho da apresentação das mães... e chorei pacas... estou muito sensivel... a situação com minha mãe esta muito delicada... uma boa parte de meus referenciais estão todos destruidos.
A."

"Olá pessoal! ...gostaria de parabenizá-los pelo seminário maravilhoso que vocês organizaram neste sábado aqui em SP. Foi demais!!!!!!!!
Meu nome é M. sou uma Assistente Social que acabou de sair do forno, ou seja acabei de me formar. Me interesso muito pelas questões referentes aos homossexuais tanto que desenvolvi uma pesquisa sobre famílias homoafetivas e o seu espaço na sociedade para o meu trabalho de conclusão de curso na faculdade.....
M."

"Antes de mais nada, gostaria de acrescentar que concordo com o A.: simplesmente ADOREI as palestras. Os temas abordados, os depoimentos, foram excelentes. Adorei também o fato de ter revisto algumas caras conhecidas e conhecer outras. Como a Maria Rita mesmo me disse: é muito bom dar um rosto às palavras que aqui são escritas.
Edith, ressalto novamente: adorei sua palestra. Os depoimentos foram ótimos. Passei a ter um visão diferente da que eu tinha. Mudei algumas opiniões e, provavelmente, terei mais paciência com a família e amigos daqui em diante. É interessante perceber, e muito bom saber, que todos passamos por fatos semelhantes. Percebi a dificuldade dos pais presentes. Se assumir não é apenas um fato restrito ao homossexual. É importante que a questão dos pais também deva ser tratada com mais atenção.
O Fernando, bem como o Beto de Jesus, também foram excelentes. Lamento, também, que todas as apresentações tenham sido muito corridas. Já havia comentado isso com o Fabio no sábado. Com os temas apresentados, daria para fazer uma semana de palestras, e, quem sabe, esta não é uma idéia a ser trabalhada. Cheguei a comentar com outros amigos da palestra, bem como dos temas, das conclusões apresentadas. E estes já me pediram para deixá-los informados dos próximos eventos!
A apresentação da Irina também me interessou muito. Acredito que existam conceitos inúmeros à serem revistos. Tal apresentação, com mais tempo, certamente será tema para um excelente debate. Não apenas a família, o conceito de família, das mudanças e tudo mais. Admito que o conceito alemão (apresentado) seja muito mais amplo, porém, é importante que se passe a discutir as mudanças. Discutir, conscientizar e 'brigar' pelas mudanças.
Bom, já falei demais. Peço desculpas por isso. Mas quem esteve presente talvez sinta a mesma empolgação que me percorre agora. Aliás, acabei não pegando meu Certificado!!!
C."

"Aliás, no sábado, foi uma das outras advogadas aqui do escritório (tb homo). Ela adorou as palestras, e me pediu para parabenizar à todos! Ela tem se dedicado às relações homoafetivas aqui no escritório, além de artigos, palestras e tudo mais. Porém, como ela mesma disse, a questão dos pais realmente tem sido deixada de lado.
E é como vc disse, Edith: eles tb tem dificuldade de 'sair do armário'. Grande trabalho que vc vem fazendo. Parabéns!
Beijos, C."

05 Julho 2005


nosso credenciamento e o aditorio da Biblioteca Mario de Andrade lotado Posted by Picasa


exposicao falando sobre a INOVA e o GPH Posted by Picasa


mesa do bloco com os depoimentos emocionantes de pais e filhos Posted by Picasa


abertura do semin�rio, Edith do GPH e Airton do CORSA Posted by Picasa

04 Julho 2005


onde estarah nosso pote de ouro? Posted by Picasa

Cobertura do Mix Brasil

Vejam a materia super legal que foi publicada no Mix Brasil, escrita pelo Eric Galdino, que estava lá no seminário:

Famílias do Século XXI- Homoafetividade e homopaternidade são pauta de seminário
Por Erik Galdino
4/7/2005

O modelo de família homem-mulher conhecido desde o século XII não é a única realidade de relacionamentos conhecidos no Brasil e em quase todo o mundo atualmente. A família mãe-mãe, pai-pai, avós-netos e afins é uma realidade e a luta pelo reconhecimento destas “famílias alternativas” é uma árdua batalha de diversos grupos ativistas que se reuniram neste sábado, 2/7, para debater esta realidade.
O seminário girou em torno da origem da família, os aspectos psicológicos de um casamento homossexual, maternidade lésbica, família do século XXI e casais homossexuais com filhos.
A Origem da Família
Edith Modesto - uma das fundadoras do Grupo de Pais de Homossexuais - foi mediadora da mesa onde o debate central era o paradoxo das relações entre pais e filhos homossexuais. Alguns depoimentos de mães que assumem a homossexualidade de seus filhos foram ouvidos durante a mesa. Thereza Pires, Mercedes de Oliveira Claudinei, Rildo Gonçalves e Tatiana Dutra, todos pais que integram o GPH – Grupo de Pais de Homossexuais - discursaram.
Aspectos Psicológicos
Fernando Teixeira é psicologo e presidente do NEPS – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Sexualidades, e esteve na posição de facilitador do debate sobre os aspectos psicológicos de casais homossexuais e também participou da explanação Jucely Cardoso, psicóloga e coordenadora do Grupos de Cais Gays de Ribeirão Preto.
Maternidade Lésbica
“Eu Amo Muito Elas”, um documentário da PUC de Campinas que fala sobre uma família onde a avó assumiu sua homossexualidade e vive em completa harmonia com sua filha e seus netos, foi apresentado no meio da tarde, “pensei que fosse passageiro e que em alguns meses estaria tudo resolvido”, disse a filha de uma mãe homossexual.
Sandra Lopes, do núcleo de assuntos antidiscriminatórios da OAB-SP, falou em seguida sobre a importância dos grupos organizados, sobretudo de lésbicas, que possam desmistificar alguns pré-conceitos que a sociedade carrega na questão das mães lésbicas: “a mãe, para cuidar bem de seu filho, independe de sua orientação sexual, tem que estar feliz como homossexual. Assumir a homossexualidade para os filhos é um processo importante e que deve ser feito o quanto antes para que a criança não vá buscar no meio exterior a resposta para suas dúvidas e talvez obter respostas equivocadas”, completou.
Segundo ela, um problema recorrente entre mães lésbicas, é a briga judicial pela guarda dos filhos. É comum pais e avós requererem a guarda da criança, alegando a sexualidade da mãe como motivo para sua incapacidade em criar a criança, "porém a lei no Brasil é sempre a favor da mãe e dificilmente perde-se a guarda", acredita a advogada.
Famílias Homoafetivas
Klécius Borges, psicólogo que atua especificamente com terapia de famílias alternativas, falou sobre a reação dos filhos quando ficam sabendo sobre a (homo)sexualidade dos filhos. “É importante que os pais homossexuais estejam preparados para as questões que poderão ser abordadas e procurar ajuda de um profissional. Terapia em grupo é uma das melhores alternativas”, diz Klécius.
Irina Bacci, presidente da INOVA – Associação de Famílias GLTTB - falou sobre o modelo de família, que pra ela está desatualizado. “O modelo atual de família está em falência e a constituição desatualizada”, disse Bacci.
Irina completou sua fala com os dados de uma pesquisa-piloto realizada na cidade mineira de Juiz de Fora concluída pelo IBGE, que apontava a existência de 17 diferentes modelos de família vivendo na cidade, entre elas famílias de homossexuais.
Brasil do Século XXI
Lula Ramires, educador e responsável pela coordenadoria de educação do Grupo Corsa, alertou sobre a importância da educação da criança para que não seja projetado um adulto preconceituoso. Segundo a deputada federal Iara Bernardi os livros didáticos são altamente conservadores: “Nos livros didáticos o modelo de família é pai que trabalha fora, mãe que cuida da casa com o auxilio da menina e o menino que brinca na rua”, completa.
Cerca de 30% das famílias brasileiras são sustentadas por mulheres, segundo Iara, e isso é um "sinal de que o conservadorismo das leis de da sociedade tem de ser revisto". Iara também falou sobre importância que hoje a Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual - da qual ela é líder - tem no Congresso Nacional. “Antes da criação da Frente Parlamentar eram 5 ou 6 deputados que apresentavam projetos voltado aos GLBTs e hoje é uma organização com dezenas de deputados que já conseguiram com que Severino prometesse colocar a Projeto de Parceria Civil, de Marta Suplicy, em votação no próximo mês


Militancia GLTTB no dia do orgulho Gay, 28 de junho, no congresso nacional Posted by Picasa

INOVA na parada do Rio e em Brasilia

Como muitos já tevem ter lido a Irina, Presidente da INOVA participou ativamente dos eventos da parada do rogulho GLTTB no Rio de Janeiro no final de semana de 25 e 26 de junho, eis aqui uma parte de seu relato, esperoque todos percebem em suas palavras a emoção de uma missão,que a nosso ver, ele desempenhou maravilhosamente. Seique a notícia está um pouquinho atrasada, mas é que estavamos envolvidos nos preparos do seminário: Mas veja o emocionante relato da Irina:
"Pessoal,Na última sexta-feira segui viagem rumo ao arco-íris, saímos de sp, eu e a Carina, para o Rio de Janeiro para participarmos da PARADA de lá e fazermos uma oficina sobre famílias homoafetivas organizada pela nossa amiga Eliana com o pessoal do Grupo Arco Iris",... "já na sexta feira á noite participamos da entrega de prêmio de direitos humanos a vários homenageados e pessoas engajadas no meio GLTTB e desde então, a emoção nos tomou conta, a cada um que subia no palco uma história de respeito e amor ao movimento homossexual brasileito era contata e principalmente, respeito por nós. Ainda me lembro de quando subiu ao palco a atrizRegina Braga para receber o prêmio pela sua atuação na peça "Um porto para Elizabeth Bishop", a emoção dela comoveu a todos e não seria diferente comigo, tivemos o privilégio dela ainda encenar um trecho da peça no palco...foi ótimo!
Lembro-me tambem do secretário do ministério da cultura, o ator Sérgio Mamberti que muito vem fazendo pelo MHB" ...
"Por fim, quando pensávamos que nossa noite tinha acabado e íamos embora dormir, a Eliana e a Cila do Grupo ARCO IRIS, nos convenceram a ir fazer divulgação da PARADA numa boate gay que elas sempre vão fazer prevenção e mesmo com todos os motivos para dizer não, pois estavámos mortas , aceitamos e vivemos "emoções"fortissimas, indo ao subúrbio do Rio, um lugar q sechama Poça Seca (salvo engano), perto de jacarepaguá," ...."Chegamos ao tal lugar, uma mega casa, enorme, com mais de 4 ambientes, música ao vivo, karaôke, bate estaca e show de drag, tudo num só lugar...bem legal, chama 1040. Lá, o mundo é bem diferente daqui, engraçado isso, a noite GLS em SP é totalmente diferente" ..."ficamos num lugar onde havia música ao vivo, onde a maioria eram mulheres e o pessoal nos cumprimentava como se nos conhecessem há anos, diferencial positivo do carioca," ..."enfim,chegamos no hotel e desmaiamos"..."logo no ínício da tarde, passamos na casa da Priscila, outra militante de mão cheia, e fomos para a oficina, no Museu da República ...conversamos muito, antes de começar a oficina ...e conhecemos algumas de suas amigas da LELIST...fomos a oficina e tiveuma grata surpresa, pois na mesma hora estavam ocorrendo tantas outras, com várias pessoas do movimento, como o Beto de Jesus , o Lula Ramirez, o próprio pessoal do GAI e a nossa sala estava cheia e a Eliana, foi supercuidadosa em arrumar a sala e preparar um café para depois. A oficina foi bem legal, bastante extensa, pq a demanda de perguntas e participações foi bem grande, discutimos muito sobre família, casamento, parceria civil, união estável, adoção, filhos, guarda...lá estavam a Fernanda Carvalho e a sua mulher, Gabi, da lista Familias Alternativas, o Alberto desta lista tambem, q, que muito colaborou com nossadiscussão, enfim...e outras tantas pessoas que lá estavam e trocaram muitas informações conosco, perguntaram da INOVA, da lista de discussão da FALT...enfim, foram mais de 2 horas de oficina e ainda depois do término ficamos por lá, falando, falando e falando, e segundo a Eliana o evento foi um sucesso e o pessoal do GAI que lá estava e acompanhou, ficou bastante satisfeito. ...No domingo, acordamos cedo...já deixamos tudo pronto ef omos a PARADA, lá chegando logo encontramos a Xandra, também da lista Familias Alternativas, com seus lindos filhos, uma menina de 11 anos e um garoto de 8 anos, lindos, super apegados a ela ...subimos no carro da união civil, onde todos os paulistas estavam, nós, Beto, o Lula, a Bárbara, os meninos de Curitiba, de Minas...fizemos uma baita folia das 13hs até as 20hs em cima do carro, pulamos muito, dançamos demais...vimos a orla de copacabana encher de gente, dá-se conta que tinha de 800mil a 1 milhão de pessoas e de lá fui para o aeroporto esperar o vôo para Brasilia " ....
Mas isto fica para outro post...

03 Julho 2005


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um dia de muito orgulho! Posted by Picasa

Seminário 2 de julho - NOTICIAS

Conforme agendado, ontem, dia 2 de julho, realizou-se o seminário HOMOPARENTALIDADE E HOMOAFETIVIDADE, Novas Familias e Novos Lares para o Século XXI.
Muitos foram os assuntos abordados, muitos foram os temas levantados, e acho que o consenso geral é que precisaríamos de mais tempo para todas as discussões, para todos os blocos, o tempo, como acontece em quase todos os seminários e encontros, acaba sendo pouco.
Foram mais de 100 pessoas inscritas, com uma media de 70 participantes em cada bloco. E o seminário só acabou as 17:30 porque o horário de fechamento da Mario de Andrade era 17:45.
Com certeza seria dificil eleger as falas e os assuntos mais importantes ou emocionanates, foi uma daquelas situaçoes em que só quem esteve lá poderá depois contar.
O fecho de ouro ficou por conta da participação da Deputada Federal Iara Bernardi e da comemoração dos 10 anos do Grupo CORSA, com direito a bolo e brigadeiro.