30 janeiro 2006

Reportagem analisa o efeito de personagens gays em crianças

Reportagem analisa o efeito de personagens gays em
crianças
Data: 23/01/2006
Fonte: Revista do Jornal O GLOBO
Ensinar as crianças a respeitar e conviver com a
diversidade sexual parece ser a intenção dos criadores
de alguns famosos personagens infantis atuais. De
acordo com a edição de 15/01 do jornal O Globo -
Revista , encarte publicado semanalmente, figuras como
Harry Potter, Nemo e Bob Esponja têm comportamento gay
e a popularidade deles ajuda as crianças a aceitarem
melhor as diferenças.
Com o título "Gays no imaginário infantil", a
reportagem sustenta que alguns intérpretes consideram
Harry Potter homossexual por usar objetos ligados ao
universo feminino, como vassoura e varinha de condão.
Também encontram traços homossexuais na relação de
amor e medo de Nemo por seu pai, na amizade entre Bob
Esponja e Patrick, que vivem brigando e chegaram a
adotar uma lesminha num dos episódios; sem contar o já
consagrado Tink Wink, o Teletubbie roxo que se
transformou em ícone gay.
Entretanto, no Brasil, um grupo de ativistas gays
recorreu à Justiça contra Maurício de Souza, criador
da Turma da Mônica. Segundo eles, as revistas têm
"episódios de preconceito explícito", que "não devem
ser usados como material didático". O grupo considerou
discriminatório os termos o "frutinha",
"mulherzinha" e "florzinha", encontrados em alguns
quadrinhos. Maurício de Souza se defende das
acusações e diz que nada impede de criarem um
personagem gay no
futuro.
Respeito às diferenças - Todos esses personagens,
segundo a Revista, fazem com que os pais se confrontem
com o desafio de dar aos filhos uma educação sem
preconceitos cada vez mais cedo, já que a escolha
sexual também está mais precoce.
Ela cita um estudo publicado pela "Time", comprovando
que se nos anos 60, a homossexualidade era percebida
pelo rapaz a partir dos 14 anos em meninos e aos 17
anos em meninas, nos anos 90 passou para 10 e 14 anos,
respectivamente. De acordo com a revista americana, os
adolescentes do século 21 encaram a discriminação como
um desvio tão grave quanto o racismo.
Assinada por Letícia Helena e Tania Neves, a
reportagem sustenta
ainda que a televisão é outro meio fomentador dessa
questão. Várias novelas já mostraram casais gays e,
agora, atores travestidos estão ganhando a simpatia
das crianças. Na literatura infantil, a questão está
mais recorrente, com vários títulos publicados sobre o
tema. "O conhecimento poderia levar as crianças a
serem mais compreensivas com os outros e a perceberem
que as diferenças entre os indivíduos devem ser
respeitadas", defende a escritora Lílian Vinhas, que
venceu o 1º Concurso de Contos Infantis sobre
Diversidade Sexual, promovido por uma organização
argentina.
Ao final, a reportagem traz análise de educadores, que
advertem para o cuidado dos pais para ensinarem as
crianças o respeito às
diferenças. Advertem ainda a ficarem atentos para os
sinais que a
criança deixa transparecer sobre sua sexualidade. "O
que temos notado é que, cada vez mais, os pais estão
tolerantes. Parece que há uma aceitação tácita quando
a criança tem dois pais ou duas mães", observa a
educadora Cristina Michalick.
O mais importante, conclui a reportagem, é marcar bem
a diferença
entre amizade e atração sexual. Para isso, todo
cuidado é pouco já que, na infância, esses sentimentos
praticamente se confundem.



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