11 Fevereiro 2006

INOVA participa do aniversário da CADS.

No próximo dia 17 de fevereiro, sexta feira, a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual – CADS – da Prefeitura de São Paulo, vai comemorar seu primeiro aniversário de atividades. E para celebrar esta data organizou o “AUTORAMA DA AMIZADE”, uma festa que vai reunir várias entidades que lutam pela defesa dos direitos GLTTB.
As entidades estarão presentes para divulgar seus trabalhos, onde também haverá uma pequena feira de produtos cuja renda reverterá em benefício de suas atividades. O CADS, em parceria com o Festival MIX BRASIL vai apresentar vídeos, além de apresentações musicais.

A INOVA – Associação Brasileira de Famílias GLTTB foi convidada pelo CADS a participar do evento e estará lá presente para conversar com as pessoas sobre a realidade das famílias GLTTB.
Nas palavras da Presidente da INOVA, “Nossa idéia é falar sobre a existência de famílias formadas pelo amor de dois homens ou duas mulheres, muitas vezes com filhos, e das alegrias e dificuldades destas novas famílias”

O GPH- Grupo de Pais de Homossexuais, o pioneiro grupo de pais e mães de homossexuais, fundado pela escritora Edith Modesto em 1999, também estará presente no evento para divulgar seu trabalho.
Juntos, INOVA e GPH prometem algumas surpresas para o publico presente, não deixe de ir!

AUTORAMA DA AMIZADE, dia 17 de fevereiro, das 21:00 á 1:00, no AUTORAMA, estacionamento do Portão 3 do Parque do Ibirapuera

10 Fevereiro 2006

Fui casada e sou lésbica

Edith Lopes Modesto
Jéssica Gutierrez


Há algum tempo sei, por experiência adquirida com o meu grupo de pais[1], que as mães, cujas filhas já viveram casamentos ou noivados heterossexuais, têm mais dificuldade de aceitação do que as outras mães. E minha amiga Jéssica, que tem experiência própria sobre o assunto, confirma esse fato.
Na “fase da descoberta” da homossexualidade de seus filhos, a maioria das mães fica confusa, desesperada, e se culpa sem saber bem do quê. Mas as mães, cujas filhas foram casadas não se culpam de nada, pelo contrário. Elas podem se isentar da culpa porque pensam: “afinal, não fui eu que a criei errado. Ela que se desviou do caminho do bem que eu lhe ensinei, no meio da vida!”
Na “fase da descoberta”, todas as mães sentem-se frustradas, tristes, com raiva e, principalmente, sentem-se muito sós e desamparadas. Para elas, a aceitação é muitas vezes mais difícil do que para seus filhos! Por isso, depois da “fase da descoberta”, geralmente as mães passam à “fase da negação”:
Algumas mães fingem que aquilo não existe e não tocam no assunto. Como, se não falar sobre ele, fizesse o fato deixar de existir. E elas não conseguem perceber como essa atitude é perversa. Ou, então, as mães minimizam a importância do fato: “Ah, isso é uma fase... É pra chamar a atenção... Modismo... Essa menina sempre foi assim. Ela quer fazer desaforo pra mim. E concluem: – É coisa de jovem e tudo voltará ao normal, como sempre foi.”
Mas as mulheres, como as que já foram casadas, nem sempre se descobrem lésbicas ainda jovens e, mesmo assim, muitas vezes não conseguem o apoio de suas famílias. E suas mães argumentam: “Minha filha lésbica? Imagine... Ela foi casada... Ela já foi noiva...”
Algumas mães usam do recurso bem conhecido de culpar os filhos dos outros: “Eu bem falei que aquela garota não servia pra amiga... Outro nível... Olha no que deu!” E, principalmente as mães, cuja filhas foram casadas, sempre acham que a outra que é lésbica e está levando a filha dela para o mau caminho, já que, na maioria das vezes, não são duas “ex-héteros” que ficam juntas.
Não que as outras mães de homossexuais também não passem por tudo isso. Mas as mães, cujas filhas já tiveram relacionamento hétero, enroscam na “fase da negação” e, muitas vezes, não saem mais dela!
As mães de homossexuais recorrem à religião, fazem promessas, levam as filhas ao terapeuta, atitudes que são da conhecida “fase da defesa”, pela qual quase todas as mães passam. Mas as mães cujas filhas foram casadas apresentam um agravante que se divide em duas possibilidades. A primeira é quando as filhas não dependem financeiramente de seus pais. Nesse caso, os pais se afastam porque não podem manipulá-las e nem impedi-las de se assumirem. A segunda, é quando a moça volta para casa dos pais ao separar-se do marido. Nesse caso, vem a chantagem, vem os desmandos e é como se ela voltasse a ser criança. Outra possibilidade é a moça ter filhos do casamento hétero. Aí as conseqüências são terríveis! Os avós fazem chantagem emocional, dizendo-se preocupados com o bem estar dos netos e com todo o preconceito que eles sofrerão por essa “escolha” da filha.
Finalmente, as outras mães, cujas filhas não foram casadas, paralelamente às atitudes de negação, tentam adquirir conhecimento sobre a homossexualidade. Elas aprendem que as diversas orientações sexuais são naturais: não são aprendidas, nem são escolhas. Aprendem que existe a bissexualidade... Entendem que, na nossa cultura machista, a mulher é criada para casar e muitas delas fazem isso pela família, empurradas pelas injunções sociais, e, muitas vezes, nem as próprias moças percebem que foram manipuladas.
Mas as mães, cujas filhas já foram casada com homem, geralmente não se interessam em adquirir conhecimento algum, pois elas se agarram ao argumento de que as filhas são heterossexuais, sempre foram, e isso é um modismo, uma maneira de agredir a família... E ponto final.
Algumas dessas mulheres deixam de ver suas filhas e até seus netos, abrindo mão da alegria da convivência em família, e, o pior, elas negam às suas filhas o direito de ter o apoio e o carinho de suas mães.

[1] GPH – Grupo de Pais de Homossexuais – maes_de_homos@grupos.com.br

09 Fevereiro 2006

ANIVERSÁRIO DA CADS E AUTORAMA DA AMIZADE

Um dos projetos prioritários é a criação e implementação do futuro Centro de Atenção e Cultura à Diversidade Sexual, que receberá queixas, denúncias e reclamações quanto a discriminação e violência e também sugestões e propostas de ações positivas para o segmento, além de oficinas, workshops, palestras e afins para debate e divulgação da cultura GLBTT.
Dentre os eventos que a CADS vem desenvolvendo se destacam os realizados no Autorama, desapropriando as práticas de prostituição e sexo infantil no local, assaltos e impedindo o seu fechamento.
A CADS vêm trabalhando incansavelmente e possui muitos projetos para o ano de 2006, desde estudos do segmento e suas necessidades até eventos culturais buscando trilhar espaço junto ao Poder Público Municipal e demais instâncias administrativas na busca pelo reconhecimento da cidadania e respeito à diversidade sexual.
Hoje, a Coordenadoria conta com o apoio de vários parceiros (órgãos públicos, privados, ONGs e Particulares) e acredita que estas parcerias são fundamentais para o seu crescimento e o sucesso de suas ações, valorando-as junto à sociedade civil como um todo.
ANIVERSÁRIO DA CADS E AUTORAMA DA AMIZADE -
AMIZADE QUE CONSTRÓI
Em comemoração ao seu primeiro aniversário, a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual realizará um evento no Autorama cuja temática celebrará o Dia da Amizade.
O evento contará com a presença das ONGs parceiras da Coordenadoria voltadas para o combate à homofobia, parceria civil, cidadania, família, identidade gênero, religião, DST/ Aids entre outras atividades, que irão expor seu trabalho para os presentes, reforçando o espírito de amizade entre elas e a Coordenadoria, mostrando que a união dos que trabalham em prol do segmento GLBTT construirá a sociedade justa com a qual todos nós sonhamos.
A noite da amizade contará, ainda, com exibição de filmes do acervo do festival Mix Brasil que falam sobre a amizade. O Autorama da Amizade acontecerá no dia 17/02, das 21:00 às 01:00 no estacionamento do portão 3 do Parque do Ibirapuera.
Contatos
Endereço Rua Líbero Badaró, 119 6º Andar São Paulo - SP 01009000
E-mail diversidade@prefeitura.sp.gov.br Telefone: 3113-9748

07 Fevereiro 2006

CURSO BÁSICO DE ADVOCACY

COMO CONSTRUIR UMA ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO E DEFESA

Local: Grupo Dignidade, Av. Mal. Floriano Peixoto, 366 – Cj. 47 – Tel 41 3222 3999
Datas e Horário: de segunda-feira 13/02/06 à quinta-feira 16/02/06, das 9h.00 às 13h.00
Público-alvo: Integrantes do Grupo Dignidade e CEPAC, bem como ONG interessadas
OBJETIVO: Capacitar participantes de ONG para elaborar plano de advocacy

Pauta: Conceituando Advocacy
Identificação do problema
Identificação do Tema
Fontes de informações para ações de advocacy
Estabelecimento de metas e objetivosIdentificação de públicos: aliados / adversários / não mobilizados
Recursos para advocacy
Plano de trabalho / plano de comunicação
Avaliação e monitoramento

Cada ONG poderá indicar uma pessoa para fazer o curso.
Vagas limitadas. Facilitador do Curso: Toni Reis
Inscrições com Enéias e Simone: 41 3222 3999, ou
por e-mail: eneias@grupodignidade.org.br ou simone@grupodignidade.org.br
Favor informar o nome da pessoa, nome da instituição e meios de contato.
Os participantes do curso receberão Certificado

05 Fevereiro 2006

Não podemos desanimar...


"Uma longa viagem começa com um unico passo"
Lao Tse