06 março 2007

Femismo? Não é feminismo?

Femismo? Não é feminismo?
5/3/2007
Femismo é o equivalente feminino do machismo. Sim, são aquelas mulheres que acham homens lixo
 
 


Você já ouviu falar de femismo? Não é feminismo, é femismo mesmo. Nunca ouviu? É um termo novo, um neologismo. Foi criado para indicar mulheres que se acham superiores aos homens, isso é, seria a versão feminina do machismo.

"Se usada pelo seu neologismo, a carga ideológica que ela traz é muito forte. Femismo é uma expressão bastante forte, que significa a dominção do homem pela mulher e, por isso, uma lógica patriarcal, do sexismo, que está além de uma idéia de gêneros. Já o feminismo não odeia os homens, mas rejeita o patriarcado e o machismo, luta por uma sociedade em que homens e mulheres estejam no mesmo patamar, em que as diferenças de gêneros não cerceiem nossos direitos e oportunidades", teoriza Irina Bacci, da ONG Inova.

Nina Lemos, uma das integrantes do 02Neurônio e repórter especial da revista TPM, afirmou 
estar se familiarizando com o termo. "Mas pelo o que entendi, é uma coisa de odiar os homens, achar que eles são piores que as mulheres, como se fosse um machismo ao contrário. E feminismo, no meu entender, não tem nada a ver com isso. É mais uma questão de se posicionar contra a exploração da mulher em muitos níveis, como, por exemplo, na questão da imagem. Eu acho horrível corpo de mulher ser usado pra vender cerveja, inclusive porque mulher também bebe. Mas não acho que o legal seria corpo de homem vender cerveja".

Quando perguntadas se femismo era uma forma de preconceito, Nina foi categórica: "Claro que sim. É uma bobagem gigante. Existe homem inteligente e mulher inteligente. Assim como existe mulher burra e homem burro", vocifera. 
"Já vi muita amiga lésbica falar mal de homem. E os gays... sei lá, alguns se acham mais sofisticados, aquele programa Queer Eye é um exemplo disso, parece que hétero precisa de ajuda pra viver, o que eu não acho que seja verdade. Inclusive porque homem pode muito bem ser homem e pronto, não precisa ser metrossexual", completou Nina.

Irina, por sua vez, disse que existe uma luta por identidades, que segue a lógica patriarcal, e por isso muitos gays e lésbicas acabam reproduzindo a lógica da discriminação. "Se ele me discrimina, me coloca no gueto, por que não posso fazer isso com o hétero? Muitos gays pensam assim, e faz sentido, por que infelizmente eles estão inseridos nessa lógica e a reproduzem, como fazem muitos héteros também..."

"Outro dia li uma menina dizendo que pau não era mais necessário porque agora existia vibrador. Como assim? Homem não é só pau, gente. E tem muita gente mal resolvida que vai nessa onda, ah, o inferno são os outros. Tá, tem muito homem perverso. Mas tem mulher perversa também. E não, os homens não são todos iguais", pondera Nina Lemos.

Perguntadas se a intenção de fazer uma parada do orgulho hétero está de alguma forma atrelada ao femismo, talvez como uma resposta a ele, Irina respondeu que não. "Acredito que é uma idéia ridícula de quem não se presta nem ao trabalho de estudar as causas da invisibilidade na população LGBTT e argumentam que a populção hétero tem o mesmo direito, esquecendo que o mesmo direito que requerem com a parada hétero, nos é negado cotidianamente, nos colocando em situação de vulnerabilidades, de violência, de invisibilidade."

Nina vai além, "e
u não sei, mas acho uma idéia boba e espero que um dia até parada do orgulho gay se torne desnecessária. Acho que quanto menos gueto, melhor."
  
 
 

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